Desde a semana anterior ao carnaval, o jornalista Cláudio Humberto informou em sua coluna e hoje, todo o meio político tem conhecimento que o Ministério Público Federal e a Polícia Federal estão fazendo uma grande investigação no Rio de Janeiro. Como já adiantou Cláudio Humberto, trata-se de um Mensalão, com vídeos gravados por um empresário que participou de uma licitação milionária no governo do Estado, que vai atingir, em cheio, o governador Sérgio Cabral, o vice Pezão e vários de seus auxiliares. Usando a expressão do jornalista Cláudio Humberto é “uma bomba der muitos megatons, comparada ao escândalo do Distrito Federal”. Cabral sabe que é questão de tempo, ser comparado ao seu grande amigo e colega do Distrito Federal, José Roberto Arruda quando a operação for deflagrada. Será um escândalo arrasador! Esse pesadelo, aliás, é a causa do mal estar que Cabral sentiu esta semana e, do seu abatimento emocional, testemunhado por diversas pessoas que estiveram com ele recentemente, e do seu desaparecimento por mais de duas semanas após o vexame do carnaval.
Em pânico, porque em breve estará às voltas com a Justiça, tendo que dar respostas e se justificar, e com a população descobrindo – sem a mídia poder blindá-lo – o mar de lama que o envolve até à cabeça, Cabral, com a ajuda dos promotores, quer igualar todo mundo. Quer que as pessoas pensem que se ele é acusado de alguma coisa, Garotinho também é. Cabral só esquece de dois detalhes que, certamente, vão atrapalhar seus planos sórdidos.
O primeiro é que a população já está vendo que a acusação contra mim é uma perseguição, uma armação. Afinal, fui processado 3 vezes pelos mesmo produtores e em todas, me acusaram da mesma coisa, sem nunca terem me ouvido ou me dado o direito de apresentar as provas que já mostrei aqui no blog. Pior, omitiram os documentos na acusação para induzir a Justiça a erro. As duas primeiras ações foram extintas pela Justiça por não se sustentarem. Nesta última, a juíza, e é bom frisar isso bem, apenas bloqueou nossos bens por garantia, mas determinou como manda a lei, que nos seja dado prazo, a mim e a Rosinha, para apresentarmos a nossa defesa. Só depois a juíza decidirá se aceita a denúncia dos promotores.
O segundo detalhe, o mais importante, é que eu, assim que a acusação foi divulgada, não me escondi, porque, afinal, quem não deve, não teme. Não fiz como outros políticos, que ao serem acusados criam versões fantasiosas ou divulgam apenas notas oficiais por meio de assessores. Eu, imediatamente, exibi aqui no blog todas as provas e documentos, que contradizem e desmascaram, de forma incontestável, as acusações feitas a mim e Rosinha.
Cabral, quando a operação do Ministério Público Federal e da Polícia Federal trouxer à tona o Mensalão do Rio de Janeiro, não poderá fazer o mesmo que eu. Não terá documentos para provar sua inocência, afinal, ao contrário de mim, ele deve muito e por isso teme.
EXTRAÍDO DO


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